Текст песни
Eu rasgo as ruas da cidade. Não vou atrás de nenhuma verdade. Não vou dormir à noite — Amanhã pode ser tarde; Eu volto ao amanhecer. Altas madrugadas, luzes, filtros e litros; Nem tudo tem que ter algum sentido. E, ao vivo e a cores — sabores cítricos —, Um cantor desafinado, esquecido. Doses e mais doses de qualquer bebida; Frases e mais frases, palavras vazias. Traio minha própria vontade, O que for pra fugir da realidade. As luzes se apagam, E não sobra nada, Senão o adormecer. Eu, que não sei me dar pela metade... Por querer tudo, perco o que tenho — e não me sobra nada. Eu, que, quando percebo que ainda é cedo... já é tarde. Eu, que sou mais um, em meio à multidão; Sozinho... em meio a tantos solitários. Eu, que sempre me encontro perdido — Enquanto, perdido, já não busco mais significado. Eu, que sempre faço tudo errado. Eu, que nunca penso antes de fazer. Eu, que sonho acordado bem mais do que no adormecer. Eu, que nunca — sempre calmo —, Chego ao limite... de não mais o ter. Eu, que acordo, durmo e existo sem razão de ser. Eu, que sou só mais um chato, Com tantos outros versos guardados, Demarco — pra não ficar muito vasto. Eu que não tenho mais o que fazer. Eu que não tenho mais o que dizer.